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Nutrição para colesterol alto e fígado gorduroso
Plano alimentar guiado pelos seus exames para cuidar do colesterol, dos triglicerídeos e da gordura no fígado, sem dieta restritiva.
Para quem é
- O exame de sangue mostrou colesterol, LDL ou triglicerídeos altos.
- O ultrassom apontou esteatose hepática (gordura no fígado).
- Tem histórico familiar de problemas do coração.
- Quer cuidar da saúde sem cortar tudo o que gosta.
Como funciona o acompanhamento
- Leitura dos exames. Perfil lipídico, glicemia, enzimas do fígado e histórico para definir as prioridades.
- Mudanças que fazem diferença. Tipos de gordura, fibras, álcool, açúcares e perda de peso quando indicada, de forma gradual.
- Reavaliação com novos exames. Ajustes conforme a resposta dos exames, em conjunto com o seu médico.
Avaliação
- Perfil lipídico. Colesterol total, LDL, HDL, não-HDL, triglicerídeos e, quando disponível, apolipoproteína B e lipoproteína(a).
- Fígado. TGO, TGP, GGT e achados de imagem; avaliação do risco de fibrose pelo seu médico quando indicado.
- Risco cardiometabólico. Pressão, glicemia, circunferência da cintura, história familiar e uso de medicamentos.
Conduta nutricional
- Padrão alimentar. Base no padrão mediterrâneo: gorduras insaturadas, fibras solúveis, leguminosas, oleaginosas e menos ultraprocessados.
- Gorduras e açúcares. Redução de gordura saturada, de gordura trans, de açúcar e de bebidas açucaradas; álcool revisto caso a caso.
- Perda de peso. Na esteatose hepática, perda de peso gradual é a medida com maior efeito; meta definida junto com o seu médico.
Monitoramento
- Exames. Repetição de lipídios e enzimas hepáticas em intervalos combinados com o médico, ajustando a conduta ao resultado.
- Medicação. Uso de estatina ou outros fármacos é decisão médica; a alimentação trabalha em conjunto, nunca no lugar.
Base científica
- Rached FH et al. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Arq Bras Cardiol, 2025.
- EASL, EASD, EASO. Clinical practice guidelines on the management of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD). J Hepatol, 2024.
- Estruch R et al. Primary prevention of cardiovascular disease with a Mediterranean diet supplemented with extra-virgin olive oil or nuts (PREDIMED). N Engl J Med, 2018.
Perguntas frequentes
A gordura no fígado pode diminuir?
Pode melhorar com acompanhamento, mudança alimentar e perda de peso, quando indicada. Diagnóstico e tratamento são médicos, e o acompanhamento é feito junto com o seu médico.
Preciso cortar todo alimento com gordura?
Não. O que muda é o tipo e a quantidade da gordura, e o que entra no lugar.
Colesterol alto: o que comer e o que reduzir?
Priorize fibras, leguminosas, frutas, verduras, oleaginosas e azeite, e reduza gordura saturada, gordura trans, açúcar e ultraprocessados. As metas e o uso de remédios são decisão do seu médico.
Posso comer ovo se tenho colesterol alto?
Para muitas pessoas o ovo pode fazer parte da alimentação, dependendo do conjunto da dieta e dos exames. A orientação é individual e é definida na consulta, junto com o seu médico.
Gordura no fígado dá sintoma?
Na maior parte das vezes não. Por isso o diagnóstico costuma vir de exames de imagem ou de sangue feitos por outro motivo, e o acompanhamento médico é importante.
Preciso parar de beber álcool?
O álcool é revisto caso a caso, pois influencia triglicerídeos e fígado. Em quem tem gordura hepática, a orientação do médico prevalece, e eu ajudo a organizar a redução.
De quanto em quanto tempo repito os exames?
O intervalo é definido pelo seu médico, de acordo com o seu risco e a sua resposta. Em geral, combinamos uma nova coleta após algumas semanas de mudança alimentar.
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