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Ácido úrico alto: o que comer e evitar para prevenir gota

Ácido úrico alto na alimentação: veja o que os estudos mostram sobre álcool, carnes, bebidas adoçadas e laticínios, com exemplo de um dia e sinais de alerta.

Vinícius Graton · CRN-9 9877Publicado em · 14 min de leituraConteúdo informativo, escrito por nutricionista.
Mesa de madeira com copo de água com limão, iogurte natural com mamão, frango grelhado, arroz integral, feijão, salada, maçãs e amendoim

Ácido úrico alto e gota têm relação, mas não são a mesma coisa. Para reduzir o risco de crise, o que mais pesa na alimentação é cortar o álcool (principalmente cerveja), os refrigerantes e as bebidas adoçadas, e moderar carnes vermelhas, vísceras e frutos do mar. Laticínios e um padrão alimentar com verduras, legumes e grãos integrais aparecem associados a menor risco, e leguminosas em consumo moderado não aumentaram o risco nos estudos. Depende de avaliação individual.

Você fez um exame de sangue e o ácido úrico veio acima do valor de referência, ou teve uma crise de dor no dedão do pé que o médico chamou de gota. A primeira reação costuma ser cortar carne, feijão e tudo o que alguém já disse que "faz mal". Só que a ciência da alimentação na gota é mais precisa, e mais gentil, do que essa lista. Neste texto você vai entender o que é o ácido úrico, o que os estudos mostram sobre cada grupo de alimentos, o quanto a dieta pode e não pode fazer, como montar um dia de refeições e quando é hora de procurar o médico. É conteúdo informativo, sem promessa de resultado, e não substitui consulta médica ou nutricional.

Ácido úrico alto não é a mesma coisa que gota

O ácido úrico (ou urato, no sangue) é uma substância que o corpo produz quando quebra as purinas, compostos presentes nas nossas próprias células e em muitos alimentos. Normalmente os rins eliminam o excesso. Quando o corpo produz demais, quando os rins eliminam de menos ou quando os dois acontecem juntos, o nível no sangue sobe. Esse achado de exame se chama hiperuricemia e, muitas vezes, não dá sintoma nenhum.

A gota é outra situação: é a doença em que cristais de urato se depositam nas articulações e provocam crises de inflamação, com dor súbita, calor, vermelhidão e inchaço, muitas vezes no dedão do pé, de madrugada. O ácido úrico alto é o principal fator de risco para a gota, mas nem todo mundo com o exame alterado terá crise. Também é possível ter uma crise com o exame normal no momento em que ele foi colhido. Por isso, quem manda no diagnóstico e no acompanhamento é o médico, e a nutrição entra como parte do cuidado.

Uma meta de referência vem das diretrizes: a diretriz do Colégio Americano de Reumatologia cita como alvo manter o ácido úrico no sangue abaixo de 6 mg/dL em quem tem gota, e o tratamento para chegar lá é decisão do médico (FitzGerald et al., 2020). Nada neste texto indica ou dispensa remédio.

O que a dieta consegue e o que ela não consegue

Vale começar pela honestidade dos números. Uma metanálise com 16.760 adultos dos Estados Unidos (de ascendência europeia), sem gota, sem doença renal e sem uso de remédios para o urato ou de diuréticos, avaliou a alimentação inteira e comparou com a genética. Os padrões alimentares explicaram, no máximo, cerca de 0,3% da variação do ácido úrico no sangue, enquanto as variantes genéticas comuns explicaram cerca de 23,9% (Major et al., 2018, BMJ). Traduzindo: duas pessoas podem comer de forma parecida e ter ácido úrico muito diferente, e isso não é falta de disciplina.

Isso não torna a alimentação irrelevante. Quando se olha o risco de desenvolver a gota, e não só o número do exame, a dieta aparece com peso. Em uma coorte americana de 44.654 homens acompanhados por 26 anos, os autores estimaram que, entre os homens com peso normal ou sobrepeso, mais da metade dos casos poderia ter sido evitada pela combinação de dieta no estilo DASH, ausência de álcool e não uso de diurético. Entre os homens com obesidade, o efeito dessa combinação foi bem menor e não significativo, e os autores concluem que nesse grupo o excesso de peso precisa ser tratado (McCormick et al., 2020, JAMA Network Open). É uma estimativa baseada em associação, não prova que mudar a dieta evita a gota em cada pessoa. O diurético, quando prescrito, é decisão do médico: não o suspenda por conta própria, converse com ele sobre alternativas.

Um ponto importante: a maior parte desses estudos foi feita com homens. A gota é mais frequente neles, mas as mulheres também têm, sobretudo depois da menopausa. As conclusões sobre alimentos servem de guia geral, e a conversa individual faz diferença.

Bebidas: o ponto onde os estudos mais concordam

Álcool

Entre os fatores da rotina, o álcool é um dos mais consistentes. No UK Biobank, com mais de 401 mil pessoas acompanhadas por anos, quanto maior o consumo total de álcool, maior o risco de gota nos dois sexos, e a cerveja (ou sidra) mostrou a associação mais forte por pint consumido. Champanhe ou vinho branco e destilados também se associaram a mais risco (Lyu et al., 2024, JAMA Network Open). Na metanálise de Major, cerveja, destilados e vinho figuraram entre os itens ligados a urato mais alto.

Na prática, para quem já teve crise ou tem ácido úrico alto, a recomendação costuma ser reduzir bastante ou evitar, principalmente cerveja e destilados. Em época de confraternização, vale combinar isso com antecedência: um brinde com água com gás e limão é uma saída social simples.

Refrigerante e bebidas adoçadas

O açúcar também entra na conta, pela frutose. Em uma coorte de 46.393 homens, quem tomava duas ou mais porções por dia de refrigerante adoçado com açúcar tinha risco de gota cerca de 85% maior do que quem tomava menos de uma por mês. O refrigerante diet não mostrou associação, e o suco de fruta e as frutas ricas em frutose (maçã e laranja) também se associaram a mais risco (Choi e Curhan, 2008, BMJ). Os sinais sobre fruta são mistos: na metanálise de Major, as frutas não cítricas ficaram entre os itens ligados a urato menor, mas esse é um dado de exame de sangue em um corte transversal, não risco de gota. O recado é cuidar de suco, bebida adoçada e exagero, e manter a fruta inteira em porção normal, com ajuste individual.

Água

Beber água ao longo do dia é uma orientação de apoio comum, já que os rins participam da eliminação do ácido úrico, e o ácido úrico alto também pode se relacionar a cálculo renal (pedra no rim). É uma orientação geral, não um achado dos estudos citados. Não vale tratar água como remédio nem exagerar o volume: quem tem doença renal ou do coração precisa de uma meta individual definida pelo médico.

Carnes, frutos do mar e vísceras

As purinas dos alimentos são o centro da ideia clássica de "dieta para gota". Na coorte de 47.150 homens acompanhados por 12 anos, quem estava no quinto de maior consumo de carne tinha risco de gota cerca de 41% maior do que o do quinto de menor consumo, e para frutos do mar o aumento foi de cerca de 51% (Choi et al., 2004, NEJM). Em quem já tem gota, um estudo que acompanhou 633 pessoas encontrou que uma ingestão alta de purinas nos dois dias anteriores se associou a risco quase cinco vezes maior de crise do que a ingestão mais baixa, com efeito mais forte para as purinas de origem animal do que para as de origem vegetal (Zhang et al., 2012, Annals of the Rheumatic Diseases).

Na prática, isso costuma significar:

  • Vísceras (fígado, rim, miúdos) e embutidos: são ricos em purinas e costumam ser limitados na prática, mas os estudos citados aqui avaliaram carne e purinas em geral, não vísceras isoladamente.
  • Carne vermelha: porções menores, do tamanho da palma da mão, e não todos os dias.
  • Frutos do mar e alguns peixes: em porção moderada e com menos frequência, sobretudo em época de crise.
  • Aves e ovos: na análise de Major, aves ficaram entre os itens ligados a urato maior e ovos a urato menor; o encaixe no seu dia a dia é definido no plano individual.

Cada pessoa responde de um jeito, e é isso que o acompanhamento ajuda a ajustar.

Vegetais com purina podem? E leguminosas?

Aqui está um dos mitos mais comuns. Feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha, espinafre e cogumelos contêm purinas, e muita gente os corta por medo. Só que, na mesma coorte de 47 mil homens, o consumo moderado de vegetais ricos em purina e a ingestão total de proteína não se associaram a mais risco de gota (Choi et al., 2004). A purina vegetal parece pesar menos que a animal: no estudo de crises, o aumento do risco por purinas de origem vegetal foi bem menor do que o das de origem animal (Zhang et al., 2012).

Em resumo, não há por que tirar feijão do prato por causa do ácido úrico, a não ser que o seu médico ou nutricionista tenha uma razão específica para o seu caso. Leguminosas trazem fibras, minerais e proteína, e ajudam a reduzir a carne sem empobrecer o prato.

Laticínios e padrão alimentar protetor

Os laticínios aparecem como o grupo mais favorável. Na coorte de Choi, o quinto de maior consumo teve risco de gota cerca de 44% menor que o de menor consumo (risco relativo de 0,56). Na análise de Major, leite desnatado e queijo estiveram entre os itens associados a ácido úrico menor. São dados observacionais, que mostram associação e não garantem efeito em você, mas apoiam incluir iogurte natural, leite e queijo branco com moderação, se você tolera bem lactose e não tem restrição por outro motivo.

Quando se olha o padrão como um todo, o resultado se repete. Em 44.444 homens, quem mais se aproximava da dieta DASH (rica em frutas, verduras, oleaginosas, leguminosas, laticínios com menos gordura e grãos integrais, e pobre em sódio, bebidas adoçadas e carnes vermelhas e processadas) teve risco de gota cerca de 32% menor, enquanto o padrão ocidental (muita carne vermelha e processada, batata frita, refinados e doces) se associou a risco cerca de 42% maior (Rai et al., 2017, BMJ). Um raciocínio prático: em vez de decorar listas de alimentos proibidos, construir o dia em torno de comida de verdade.

Excesso de peso, jejum e dietas muito restritivas

Emagrecer, quando há excesso de peso, costuma entrar no plano de quem tem ácido úrico alto, e o peso adequado aparece como um dos fatores do estudo de McCormick. O ritmo importa: dietas muito drásticas e jejuns longos merecem cautela e acompanhamento, principalmente em quem já teve crise ou usa remédio para o urato. Os estudos citados não testaram jejum nem dietas drásticas; a cautela é orientação geral. A meta é uma perda gradual, com proteína adequada e comida de verdade, e não um corte radical.

Exemplo de um dia alimentar com porções caseiras

Este é um exemplo ilustrativo, não uma prescrição. As quantidades e a adequação dependem de peso, rim, exames, remédios e rotina, e precisam de avaliação individual.

  • Café da manhã: 1 copo de iogurte natural (cerca de 170 ml) com 1 fatia de mamão e 1 colher de sopa de aveia, mais 1 fatia de pão integral com ovo mexido. Café ou chá sem açúcar.
  • Lanche da manhã: 1 maçã ou 1 pera com casca e 1 punhado pequeno de amendoim sem sal, cerca de 20 g.
  • Almoço: prato com metade de verduras e legumes variados, 3 colheres de sopa de arroz, 1 concha pequena de feijão, 1 filé pequeno de frango grelhado (do tamanho da palma da mão) e 1 fio de azeite. Água ou água com limão.
  • Lanche da tarde: 1 fatia de queijo branco com 2 torradas integrais ou 1 banana pequena.
  • Jantar: sopa de legumes com 1 ovo cozido, ou omelete de forno com espinafre e salada colorida, mais 1 fatia de pão integral.
  • Bebidas ao longo do dia: água, água com gás, chá ou café sem açúcar. Refrigerante e álcool ficam fora da rotina.

Se quiser ideias de preparo, veja a omelete de forno com espinafre, que cabe bem no jantar leve, e a receita de feijão com legumes e couve.

Festas de fim de ano e crises de gota

É comum a primeira crise aparecer depois de uma noite de excessos: churrasco, cerveja, frutos do mar e sobremesas. O que o estudo de Zhang mostrou, que a ingestão alta de purinas nos dois dias anteriores se associa a mais crises, ajuda a explicar esse padrão. Para chegar bem às festas, algumas ideias práticas:

  • Combine a bebida antes: alterne qualquer drinque com água e prefira ficar sem cerveja e destilados se você tem ácido úrico alto.
  • Monte o prato começando por salada e legumes, e depois a proteína, em porção moderada.
  • Evite chegar com muita fome, o que leva ao excesso de carne e de frituras.
  • Se usa remédio de uso contínuo (como alopurinol ou diurético), siga a orientação do médico e converse com ele antes de qualquer mudança. Álcool e remédios podem interagir, então pergunte se pode beber.

Mais ideias para a ceia estão em Ceia de Natal saudável: comer bem sem culpa nem exagero.

Sinais de alerta e quando procurar o médico

Urgência: ligue 192 ou vá a um pronto atendimento agora se houver:

  • Articulação muito inflamada (quente, vermelha, inchada e muito dolorosa) junto com febre ou calafrios, que pode indicar infecção na articulação.
  • Dor muito forte nas costas ou na lateral do corpo, em cólica, junto com febre, calafrios ou vômitos, que pode indicar cálculo renal com complicação.
  • Não conseguir urinar, ou urinar muito pouco junto com mal-estar importante.
  • Manchas ou bolhas na pele, feridas na boca ou inchaço do rosto depois de começar um remédio novo.

Avise o médico o quanto antes (no mesmo dia ou nos próximos dias) se houver:

  • Dor súbita e intensa em uma articulação, com inchaço, calor e vermelhidão, principalmente no dedão do pé, joelho ou tornozelo, sem febre.
  • Crises que se repetem ou nódulos endurecidos perto das articulações.
  • Dor leve a moderada nas costas ou na lateral, dor ao urinar ou sangue na urina.
  • Diminuição da urina, inchaço nas pernas ou cansaço intenso, que pedem avaliação do rim e do coração.

Mesmo sem crise, converse com o médico se o exame de ácido úrico veio alterado, principalmente se há histórico familiar, pressão alta, diabetes, doença do rim, cálculo renal ou uso de diuréticos. Ele decide a investigação e o tratamento, inclusive o uso de remédios como o alopurinol, e avalia as interações entre os seus medicamentos. A dieta soma ao tratamento, não o substitui. Medicação, dose, início, pausa e troca de remédio são sempre decisões do médico.

O que um acompanhamento nutricional faz na prática

O nutricionista olha o conjunto: exames, peso, pressão, glicemia, gordura no fígado, remédios e rotina. Quem tem ácido úrico alto pode ter também outras condições metabólicas, e olhar o conjunto costuma ser mais útil do que uma lista isolada de proibições. Se você quer entender como isso se conecta, leia sobre gordura no fígado e o que comer e sobre colesterol alto e exames, ou conheça a área de colesterol e fígado gorduroso. Para estimar uma faixa de referência de peso e energia, existem as ferramentas de cálculo do site, que não substituem a avaliação individual.

Referências

  1. Choi HK, Atkinson K, Karlson EW, Willett W, et al. Purine-rich foods, dairy and protein intake, and the risk of gout in men. N Engl J Med, 2004;350:1093-1103. PubMed.
  2. Choi HK, Curhan G. Soft drinks, fructose consumption, and the risk of gout in men: prospective cohort study. BMJ, 2008;336:309-312. PubMed.
  3. Zhang Y, Chen C, Choi H, Chaisson C, et al. Purine-rich foods intake and recurrent gout attacks. Ann Rheum Dis, 2012;71:1448-1453. PubMed.
  4. Rai SK, Fung TT, Lu N, Keller SF, et al. The Dietary Approaches to Stop Hypertension (DASH) diet, Western diet, and risk of gout in men: prospective cohort study. BMJ, 2017;357:j1794. PubMed.
  5. Major TJ, Topless RK, Dalbeth N, Merriman TR. Evaluation of the diet wide contribution to serum urate levels: meta-analysis of population based cohorts. BMJ, 2018;363:k3951. PubMed.
  6. Lyu JQ, Miao MY, Wang JM, Qian YW, et al. Consumption of Total and Specific Alcoholic Beverages and Long-Term Risk of Gout Among Men and Women. JAMA Netw Open, 2024;7:e2430700. PubMed.
  7. FitzGerald JD, Dalbeth N, Mikuls T, Brignardello-Petersen R, et al. 2020 American College of Rheumatology Guideline for the Management of Gout. Arthritis Care Res, 2020;72:744-760. PubMed.
  8. McCormick N, Rai SK, Lu N, Yokose C, et al. Estimation of Primary Prevention of Gout in Men Through Modification of Obesity and Other Key Lifestyle Factors. JAMA Netw Open, 2020;3:e2027421. PubMed.

Quer revisar o seu ácido úrico e montar um dia alimentar que caiba na sua rotina, sem cortes desnecessários? Agende uma teleconsulta e receba o plano na área do paciente, em até 7 dias (ou até 15 dias se precisar fazer exames). Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica ou nutricional.

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Vinícius Graton, CRN-9 9877

Perguntas frequentes

Ácido úrico alto é a mesma coisa que gota?

Não. Ácido úrico alto (hiperuricemia) é um achado de exame de sangue e muitas vezes não causa sintoma. A gota é a doença em que cristais de urato se depositam nas articulações e provocam crises de dor intensa. Ter ácido úrico alto é o principal fator de risco para a gota, mas nem todo mundo com o exame alterado vai ter crise. Depende de avaliação individual.

Quais alimentos devo evitar com ácido úrico alto?

Os grupos com associação mais consistente com o risco de gota são bebidas alcoólicas (principalmente cerveja e destilados), refrigerantes e bebidas adoçadas com açúcar, carnes vermelhas e frutos do mar em excesso. As vísceras costumam ser limitadas por serem ricas em purina, embora os estudos citados não as tenham avaliado isoladamente. Evitar não significa cortar tudo: o foco é reduzir a frequência e o tamanho das porções, com orientação individual.

Posso comer feijão, lentilha e espinafre?

Em geral, sim. Esses alimentos contêm purinas, mas a coorte clássica com mais de 47 mil homens não encontrou aumento de risco de gota com o consumo moderado de vegetais ricos em purina. Eles também trazem fibras e fazem parte de padrões alimentares associados a menor risco.

Leite e iogurte ajudam?

Há associação favorável. Na coorte de homens, quem consumia mais laticínios tinha risco menor de gota, e análises de grandes populações ligaram leite desnatado e queijo a níveis menores de ácido úrico. É uma associação observacional, e não um tratamento.

Só a dieta resolve o ácido úrico alto?

Muitas vezes não. Em uma metanálise de cinco coortes, a alimentação explicou muito pouco da variação do ácido úrico na população, enquanto a genética explicou uma parte bem maior. Por isso a dieta é uma parte do cuidado e o tratamento medicamentoso, quando indicado, é decidido pelo médico.

Quando procurar o médico?

Urgência (192 ou pronto atendimento): articulação muito inflamada com febre ou calafrios, dor muito forte em cólica nas costas com febre ou vômitos, dificuldade para urinar, ou manchas e bolhas na pele depois de remédio novo. Avise o médico o quanto antes se houver dor súbita e forte com inchaço, calor e vermelhidão em uma articulação (como o dedão do pé), crises repetidas, nódulos nas articulações, dor ao urinar, sangue na urina ou dor nas costas. Não inicie, pare nem troque medicamento por conta própria: dose e ajuste de alopurinol, diuréticos e outros remédios são decisão do médico.

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